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Flamengo prevê déficit e planeja vendas

Por Marcos Ribeiro

Flamengo prevê déficit de R$ 40 milhões e planeja vendas de jogadores para recompor o caixa; entenda medidas da diretoria e impacto no elenco.

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Ilustração editorial: estádio do Flamengo vazio, jogador em silhueta com etiqueta de preço, diretoria ao fundo e placar mostra déficit de R$40 milhões

Flamengo prevê déficit de R$ 40 milhões e programa vendas imediatas

O Flamengo projeta encerrar 2026 com um déficit de R$ 40 milhões e já traça medidas para equilibrar as contas. O clube planeja restringir as contratações na primeira janela de 2027 e pretende recorrer à venda de jogadores para recompor o caixa. O diretor de futebol José Boto confirmou a necessidade de negociar atletas na próxima janela.

Cenário e decisões da diretoria

Na semana passada, em reunião do Conselho de Administração, o presidente Bap estabeleceu meta clara: obter entre 40 e 45 milhões de euros com a venda de atletas. Ao mesmo tempo, Bap afirmou que o clube não pretende se desfazer de "jogadores que impactem esportivamente o time".

A diretoria já havia optado, na janela anterior, por manter os titulares e os atletas importantes para a rotação. A decisão foi tomada mesmo diante da constatação de que o clube não alcançou as vendas previstas de R$ 250 milhões para 2026. O objetivo declarado da manutenção do elenco foi preservar condições de brigar pelo Campeonato Brasileiro e pela Copa Libertadores.

Propostas e negociações recentes

Ofertas fechadas e desistências

  • O Dínamo Moscou ofereceu 10 milhões de euros, mais 2 milhões em bônus, por Miguel Plata em agosto. O Flamengo chegou a aceitar a proposta, mas o clube russo desistiu da negociação de última hora.

Ofertas por jogadores do elenco

  • A Roma colocou 25 milhões de euros pela aquisição de Samuel Lino.
  • O Besiktas apresentou 10 milhões de euros fixos por Léo Pereira.
  • O Aston Villa ofereceu 9 milhões de euros por Emerson Royal.

Alvos recusados e expectativas internas

  • João Victor recebeu duas propostas na casa de 10 milhões de euros — uma do Grupo City e outra do Parma — e a diretoria recusou ambas. O clube entende que o zagueiro de 18 anos, convocado pelas seleções de base, pode alcançar valor superior no mercado.
  • Carrascal já foi alvo de várias sondagens.
  • Luiz Araújo pode deixar o Flamengo dependendo da proposta. O atacante já foi procurado pelo Atlético-MG e tem sido pouco utilizado pelo clube.
  • O Peñarol procurou o Flamengo na última janela para tratar de um empréstimo de De la Cruz; a proposta foi recusada porque o modelo não agradou. O clube, porém, admite agora negociar o jogador por venda ou por empréstimo com compensação financeira.

Contratos em término e opções de compra

A diretoria também monitora o fim de vínculos como parte da estratégia financeira. Entre os jogadores que entrarão no último ano de contrato estão: Luiz Araújo, Pedro, Ayrton Lucas, Rossi, Alex Sandro, Danilo, Bruno Henrique, Allan e Léo Pereira.

  • Pedro tende a permanecer no elenco. Ele é titular e não existe, no atual plantel, uma opção de reposição evidente, apesar de ter recebido ofertas salariais maiores do exterior.
  • Viña está cedido ao Cruzeiro, que pode comprá-lo por US$ 4,5 milhões.
  • Allan, emprestado ao Corinthians, tem cláusula de compra fixada em 2 milhões de euros, mas o clube paulista não deve exercê-la. Como o contrato do volante termina no fim da próxima temporada, o Flamengo terá apenas a primeira janela de 2027 para vender o atleta.

Impacto para o Flamengo

A necessidade de vender jogadores impõe um dilema esportivo e financeiro. Vendas expressivas ajudarão a fechar o gap orçamentário apontado para 2026. Ao mesmo tempo, a diretoria já demonstrou preocupação em não enfraquecer o elenco titular, visando brigar por Campeonato Brasileiro e Libertadores.

A estratégia adotada até aqui — manter titulares e jogadores importantes para a rotação — mostra prioridade clara à competitividade imediata. Porém, a busca por 40 a 45 milhões de euros em receitas de transferência indica que atletas considerados negociáveis terão monitoramento mais intenso nas próximas janelas.

Perspectivas e medidas previstas

As principais medidas apontadas pela diretoria e pelo presidente Bap são:

  • Restringir contratações na primeira janela de 2027.
  • Realizar vendas de atletas para alcançar entre 40 e 45 milhões de euros em receitas.
  • Negociar empréstimos apenas com compensação financeira quando o modelo proposto não for vantajoso.

Prazos e cláusulas de contratos também influenciam opções futuras. Jogadores com contratos em reta final, como Allan, terão a janela de 2027 como prazo relevante para movimentação.

Patrocínio e caixa

A suspensão do patrocínio master ocorreu depois que o Flamengo antecipou o valor de todo o primeiro ano do contrato. A diretoria esclareceu que a medida não teve relação com a situação financeira atual do clube e que seu impacto será sentido a partir de 2027.

Conclusão

O Flamengo enfrenta um desafio orçamentário claro: fechar 2026 com déficit de R$ 40 milhões. A diretoria respondeu com uma estratégia combinada de restringir contratações na primeira janela de 2027 e promover vendas de atletas, buscando entre 40 e 45 milhões de euros. A postura pública do clube tenta equilibrar duas prioridades em tensão — a necessidade de receitas imediatas e a preservação do núcleo competitivo para disputar Campeonato Brasileiro e Libertadores. As próximas janelas definirão até que ponto o Rubro-Negro conseguirá conciliar equilíbrio financeiro e manutenção do nível esportivo.

Fonte: NETFLA — https://netfla.com.br/noticias/flamengo-preve-deficit-de-r-40-milhoes-em-2026-e-planeja-vender-jogadores

Cobertura relacionada: Flamengo projeta 2027 difícil e venda

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Fonte:NETFLA

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