Conmebol rejeita recurso do Flamengo sobre escalação de Marcos Rojo
A Conmebol rejeitou, na tarde desta quarta-feira (28), o recurso do Flamengo relativo à escalação de Marcos Rojo na semifinal da Copa CONMEBOL Libertadores 2026. A decisão negou também o pedido de medidas cautelares, segundo comunicado do Estudiantes de La Plata. O clube carioca ainda tem sete dias para recorrer.
O que ocorreu: sequência dos fatos
- A negociação por Marcos Rojo já estava em andamento antes da lesão de Gabriel Neves, registrada em 26 de setembro.
- Dois dias antes da lesão, o Estudiantes procurou contratar o jogador porque Leandro González e Tomás Palacios cumpririam suspensão automática e estariam indisponíveis para o jogo contra o Flamengo.
- O Estudiantes alegou que Rojo chegaria para ocupar a vaga deixada por Neves.
- Para a partida de ida da semifinal, disputada em La Plata, o Estudiantes não pôde incluir Rojo na inscrição junto à Conmebol.
- Após a Conmebol negar a inclusão, o clube argentino recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS), que concedeu liminar permitindo que Rojo atuasse no Maracanã.
- Marcos Rojo começou entre os titulares na partida no Maracanã. O Estudiantes venceu o Flamengo nos pênaltis e avançou à final da Libertadores.
Trecho do comunicado do Estudiantes
Ao divulgar o resultado da decisão da Comissão Disciplinar da CONMEBOL, o Estudiantes escreveu: "O Club Estudiantes de La Plata informa que a Comissão Disciplinar da CONMEBOL resolveu rejeitar integralmente a reclamação apresentada pelo Flamengo em relação à suposta escalação irregular de Marcos Rojo na semifinal da Copa CONMEBOL Libertadores 2026, assim como seu pedido de medidas cautelares. Nos vemos em 28 de novembro, família!"
Dados e prazos relevantes
- Lesão de Gabriel Neves: 26 de setembro.
- Negociação por Rojo já em andamento antes dessa data.
- Dois dias antes da lesão, o Estudiantes já buscava contratar o jogador.
- Prazo para novo recurso do Flamengo junto à Conmebol: sete dias a partir da comunicação.
- Competição: Copa CONMEBOL Libertadores 2026; Estudiantes avançou à final.
Análise de impacto para o Flamengo
A rejeição do recurso pela Conmebol mantém, na esfera da entidade continental, a avaliação de que não havia base suficiente para alterar a situação produzida sobre a escalação de Marcos Rojo. Na prática, a decisão reforça o resultado esportivo: o Estudiantes permaneceu classificado para a final após vencer o Flamengo nos pênaltis no Maracanã.
Para o Flamengo, a decisão incrementa a urgência de uma resposta jurídica em prazo curto: restam sete dias para apresentar novo recurso. Esse prazo é a via processual imediata que o clube pode utilizar para tentar reverter, ao menos administrativamente, a decisão da Conmebol. A continuidade do caso dependerá exclusivamente das medidas que o clube decidir adotar dentro desse prazo.
Do ponto de vista esportivo, a manutenção da formação que atuou na partida e do resultado em campo implica que o confronto segue decidido nos termos em que foi realizado: com Marcos Rojo em campo no jogo de volta no Maracanã e com o Estudiantes garantindo vaga na final.
Perspectivas e próximos passos
O desdobramento expressamente mencionado é o prazo de sete dias para recurso. Além desse horizonte temporal, o comunicado do Estudiantes aponta a data de 28 de novembro para um encontro futuro, em referência à final da competição. Qualquer outro desdobramento dependerá de ações formais do Flamengo dentro do prazo apresentado ou de eventuais novas decisões das instâncias competentes.
Conclusão editorial
A rejeição do recurso pela Conmebol representa uma derrota na esfera disciplinar para o Flamengo e um reforço ao resultado esportivo obtido pelo Estudiantes no Maracanã. Com sete dias para mover nova contestação, o Rubro-Negro tem uma janela curta para tentar reverter a questão em instância administrativa. Até que um novo recurso seja protocolado e decidido, a classificação do Estudiantes para a final da Libertadores permanece válida conforme o desfecho registrado em campo.
Fonte: NETFLA — https://netfla.com.br/noticias/conmebol-rejeita-recurso-do-flamengo-no-caso-rojo
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