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Athirson: passagem pelo Flamengo magoou

Por Marcos Ribeiro

Athirson diz que a passagem pelo Flamengo o magoou, mas mantém carinho; relembre conquistas de 1999-2000 e o impacto das negociações e da saúde.

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Ilustração editorial: ex-jogador sozinho no estádio ao entardecer, cachecol rubro-negro, taça e papéis rasgados, clima nostálgico e magoado

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Episódio gerado por inteligência artificial, com vozes sintéticas. Os apresentadores são personagens fictícios.

Athirson diz que passagem pelo Flamengo o "magoou", mas mantém carinho

O ex-lateral Athirson afirmou que sua passagem pelo Flamengo deixou ressentimento, embora mantenha carinho pelo clube. O jogador destacou o impacto emocional das negociações de transferência e de problemas de saúde após a saída do Brasil.

Athirson teve papel de destaque nas conquistas da Copa Mercosul de 1999 e dos títulos do Campeonato Carioca de 1999 e 2000. Após essas conquistas, quis seguir para a Europa e chegou a ter um pré-contrato com o Barcelona. A transferência, no entanto, não se concretizou por problemas políticos na diretoria catalã.

Em relato sobre a tentativa de sair do Flamengo, Athirson contou uma conversa com Edmundo Santos, então presidente do clube. Segundo o jogador, Edmundo disse: “não podia me vender, que eu era o melhor e o maior jogador do elenco do Flamengo, ídolo. E me perguntou o que ele iria falar para a torcida.” Athirson respondeu: “fazia parte do processo de evolução, e precisava ir para a Europa para dar continuidade à minha carreira.”

Da oferta do Barcelona à saída judicial para a Juventus

Athirson lamentou que a ida para o Barcelona não tenha ocorrido e afirmou que gostaria que a transferência tivesse acontecido. Em seguida, saiu do Flamengo rumo à Juventus. A saída envolveu um processo na Justiça, segundo o relato do próprio jogador.

O episódio marcou uma virada na carreira e no estado emocional de Athirson. “A minha cabeça virou. De um atleta feliz, alegre, tudo se tornou um pesadelo. Isso me magoou muito porque me prejudicou emocionalmente”, disse ele ao relatar o período conturbado.

Doença e consequências na Itália

Na Itália, Athirson enfrentou um problema de saúde que não foi corretamente identificado pelos médicos locais. Ele estava com dengue hemorrágica não detectada, enquanto os médicos italianos chegaram a suspeitar de leucemia.

O problema de saúde afetou diretamente sua preparação para os jogos. Athirson contou que, por seis meses, dependia do resultado da contagem de plaquetas para saber se seria relacionado: “Passaram seis meses e eu só podia ir para o jogo se a minha plaqueta estivesse a 100 mil. Toda véspera do jogo eu ia para o hospital fazer exame e ficava esperando para saber se ia ou não (ser relacionado). Como a tua cabeça pode jogar assim?”

Impacto na carreira e no emocional do jogador

Athirson acredita que o conjunto de fatos comprometeu sua trajetória profissional. Ele avaliou o prejuízo em termos de oportunidades que deixou de ter. Em suas palavras: “Eu poderia ter brigado (para disputar) por três Copas do Mundo. Poderia ter sido campeão do mundo.”

O ex-jogador responsabiliza a falta de entendimento e a ausência de coragem em assumir erros pelo fim de uma carreira que, segundo ele, ainda estava em evolução: “Infelizmente as pessoas não tiveram entendimento nem coragem de assumir o próprio erro e acabaram com a carreira de um atleta que estava em evolução. Eu era muito jovem ainda, dava para buscar muita coisa. Até hoje eu sofro de verdade.”

Análise do episódio para o Flamengo

O relato de Athirson coloca em evidência decisões de diretoria do Flamengo que influenciaram a trajetória do jogador. Naquele momento, a direção do clube optou por não viabilizar a transferência ao Barcelona, alegando que Athirson era ídolo e peça central do elenco. Posteriormente, a saída para a Juventus ocorreu em meio a disputa judicial, o que adicionou complexidade institucional ao caso.

Do ponto de vista esportivo, o episódio interrompeu a continuidade do jogador que vinha em ascensão após participações centrais em títulos regionais e continentais. Do ponto de vista administrativo, a situação ilustra como decisões de diretoria e desencontros em negociações internacionais podem gerar desdobramentos legais e consequências para a carreira do atleta.

Conclusão editorial

O depoimento de Athirson reúne três elementos centrais: o impedimento da transferência ao Barcelona por questões políticas na diretoria espanhola; a manutenção pelo Flamengo diante da declaração do então presidente Edmundo Santos; e a saída para a Juventus que acabou cercada por processo judicial. A sequência desses fatos, somada ao problema grave de saúde não diagnosticado corretamente na Itália, marcou uma virada negativa na vida pessoal e na carreira do jogador.

Athirson mantém carinho pelo clube, mas deixa claro o ressentimento pelo modo como o processo se desenrolou e pelos efeitos que isso teve sobre suas oportunidades futuras. O relato expõe a complexidade das relações entre decisões de gestão, saúde e trajetória esportiva — e o impacto duradouro que essas intersecções podem ter na carreira de um atleta.

Fonte: NETFLA — https://netfla.com.br/noticias/athirson-diz-que-passagem-pelo-flamengo-o-magoou-mas-mantem-carinho-pelo-clube

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Fonte:NETFLA

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