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Lei Vini Jr: Câmara vota urgência para federalizar protocolo

Por Marcos Ribeiro

Câmara vota urgência para a Lei Vini Jr: projeto que federaliza o Programa Vini Jr avança após ataques racistas ao jogador do Flamengo.

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Estádio e Câmara conectados pela campanha contra o racismo, jogador simbólico em ação, torcida com cartazes e clima de urgência

Câmara movimenta urgência para federalizar o "Programa Vini Jr"

A Câmara dos Deputados começou a discutir com urgência o PL 3.089/2023 — o chamado "Programa Vini Jr de Combate ao Racismo" — após novos ataques racistas direcionados ao cria do Flamengo, Vini Jr, agora camisa 7 do Real Madrid. A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) protocolou o requerimento de urgência para dar celeridade ao projeto, que estava paralisado na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial desde agosto de 2025.

Segundo apuração citada pelo UOL, o requerimento já conta com cerca de 400 assinaturas. Se aprovado, o texto poderá ser analisado diretamente no plenário, sem a necessidade de tramitar por outras comissões, acelerando a possibilidade de federalizar o protocolo que hoje já está em vigor no estado do Rio de Janeiro.

Contexto imediato: novos ataques contra Vini Jr

A iniciativa no Congresso ocorre após o atacante, revelado pelo Rubro-Negro, denunciar mais um episódio de ofensas racistas na partida contra o Benfica pela Champions League. O caso reacende o debate sobre medidas estruturais e imediatas para combater o racismo nos estádios e arenas do país.

O que prevê o texto que se quer federalizar

O projeto, originado no Rio de Janeiro por iniciativa do deputado estadual Professor Josemar (PSOL-RJ) e já em vigor no Estado, estabelece um Protocolo de Combate ao Racismo com medidas detalhadas:

  • Paralisação: prevê a interrupção imediata da partida em caso de denúncia ou manifestação reconhecida de conduta racista.
  • Fim de jogo: em situações de ação coletiva ou reincidência, autoriza o encerramento definitivo da partida e a comunicação às autoridades competentes, ao Juizado do Torcedor e demais órgãos.
  • Conscientização e treinamento: torna obrigatórias campanhas educativas contra o racismo antes e durante os eventos, além da capacitação de atletas, árbitros, técnicos e funcionários para identificar e lidar com situações de discriminação.
  • Suporte: estabelece medidas de acolhimento às vítimas e orientação ao público sobre como denunciar casos de racismo.

Impactos e desafios práticos

A federalização do protocolo ampliaria o alcance dessas medidas, padronizando procedimentos em diferentes estados. A vantagem clara é a criação de um mecanismo nacional capaz de interromper ou encerrar jogos diante de manifestações racistas, algo que pode ter efeito preventivo.

Por outro lado, a operacionalização exige definição clara sobre critérios de reconhecimento de conduta racista, responsabilidade pela tomada de decisão em campo e integração entre organizadores, órgãos de segurança e instâncias judiciais. A tramitação acelerada no plenário pretende enfrentar o vácuo deixado pela paralisação na Comissão de Direitos Humanos desde agosto de 2025.

A iniciativa legislativa surge em um momento de pressão por respostas mais firmes tanto da sociedade quanto de entidades esportivas diante da recorrência de incidentes contra atletas negros.

Fonte: MundoBola Fla — https://fla.mundobola.com/lei-vini-jr-no-brasil-camara-vota-urgencia-para-federalizar-protocolo-antirracismo-apos-novos-ataques-ao-cria-do-flamengo/

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