Conselho do Flamengo vota dois patrocínios em 5 de março e objetivo é superar recorde de receita
O Conselho Deliberativo do Flamengo foi convocado para 5 de março, às 19h, na Gávea, para deliberar sobre dois novos contratos de patrocínio para a temporada 2026. A diretoria fechou acordos com a GAC Motor Brasil e com a Ademicon, e a aprovação no CoDe pode fazer o clube ultrapassar sua própria marca histórica de arrecadação com uniforme. Os valores permanecem sob confidencialidade; a reunião prevê a apresentação detalhada das condições comerciais antes da votação, conforme exige o rito estatutário.
Impacto imediato nos números comerciais
A entrada da GAC Motor Brasil e da Ademicon preenche lacunas abertas pelo fim de contratos no término da última temporada e amplia o portfólio comercial do Manto. Segundo a cobertura, a GAC ocupará o "short posterior" da perna direita — espaço anteriormente explorado pela ABC da Construção — e a parte inferior das costas nas camisas de treino e aquecimento. Até 2025, o clube arrecadava R$ 5,5 milhões anuais por aquele espaço no calção. Já a Ademicon estampará a "barra frontal inferior" de todas as peças do kit masculino, com vigência prevista até março de 2029, um contrato de médio prazo alinhado à política de estabilidade comercial da gestão.
Estratégia comercial: fatiamento do uniforme e previsibilidade
Desde 2019 o Flamengo adotou a política de fatiamento inteligente do uniforme, transformando a camisa em uma plataforma multissetorial e elevando o tíquete médio por espaço. O resultado, segundo os números citados, é um modelo comercial robusto: contratos que, somados, se aproximam de R$ 400 milhões por temporada.
Composição atual dos contratos do Manto
- Acordo máster com a Betano: R$ 250 milhões até dezembro de 2029.
- Fornecedora Adidas: estimado em R$ 70 milhões anuais, também até 2029.
- WAP (no calção): R$ 5,5 milhões/ano até 2027.
- Shopee (na manga): R$ 13 milhões até 2026.
- Assist Card (barra traseira): R$ 10,8 milhões até 2026.
- Texaco (no número): R$ 4,2 milhões até 2026.
- BRB (na omoplata): R$ 25 milhões até abril de 2026.
- Zé Delivery (no meião): R$ 4,2 milhões até dezembro de 2025.
Com a inclusão das novas empresas, o clube tende a ultrapassar a marca histórica de arrecadação com uniforme, ampliando receitas fixas e reduzindo a volatilidade orçamentária.
Governança, contexto esportivo e implicações orçamentárias
A convocação já circula entre os conselheiros e o rito estatutário exige aval do Conselho Deliberativo para contratos dessa magnitude, o que adiciona transparência institucional ao processo. Internamente, a leitura apresentada pela reportagem é que o fortalecimento comercial sustenta a competitividade esportiva: a ampliação de receitas recorrentes oferece previsibilidade orçamentária diante da inflação de folhas salariais e dos custos operacionais crescentes.
Enquanto o departamento de futebol atravessa uma semana determinante em campo, a operação comercial — na Gávea e no Ninho do Urubu — segue em trilhos paralelos, conforme nota. O encontro marcado para 5 de março simboliza, portanto, mais um capítulo na transformação do Flamengo em potência econômica do continente, movimento iniciado há mais de uma década e consolidado pela profissionalização dos departamentos de marketing e finanças.
Fonte: Ser Flamengo — https://serflamengo.com.br/flamengo-vota-novos-patrocinios-e-pode-bater-recorde-de-receita-em-2026/
