Flamengo perde a Recopa no Maracanã após dominar e sofrer no fim
O Flamengo ficou com o vice-campeonato da Recopa Sul-Americana ao perder para o Lanús por 3 a 2, no Maracanã. O Rubro-Negro saiu atrás no marcador, buscou a virada no tempo normal — com gol de Arrascaeta no primeiro tempo e de Jorginho no segundo — e levou o confronto para a prorrogação. Nos cinco minutos finais da prorrogação, o time argentino marcou dois gols e garantiu o título, deixando o Mengão com o segundo lugar da competição.
Elementos decisivos do jogo
- Gols registrados na ficha técnica: Castillo (29' 1ºT), Arrascaeta (37' 1ºT) e Jorginho (40' 2ºT).
- Placar final: Flamengo 2 x 3 Lanús (Lanús campeão da Recopa Sul-Americana 2026).
- Local: Maracanã, Rio de Janeiro-RJ. Público: 64.470 presentes. Renda: R$ 8.692.290,00.
- Árbitro: Gustavo Tejera (URU). VAR: Andrés Cunha (URU).
Estatísticas apontam domínio de posse e volume ofensivo do Rubro-Negro
A análise dos números deixa claro que, em termos de controle de jogo e volume, o Flamengo teve vantagem robusta. Nos tempos regulares e na prorrogação, os percentuais de posse de bola por parcial mostraram domínio rubro-negro: 79% x 21% no 1º tempo, 76% x 26% no 2º tempo, e manteve superioridade também na prorrogação (79% x 21% e 74% x 26% nas duas partes). No total, a posse foi apontada como 63% para o Flamengo e 37% para o Lanús.
Em finalizações, o Mengão foi superior: 18 finalizações contra 8 do adversário, e 5 delas foram no alvo, ante 1 dos argentinos. As grandes chances foram equilibradas na soma (2(1) x 2(1)), segundo a ficha técnica. Nos desarmes, o Flamengo também contabilizou mais (21 x 18). Apesar desses indicadores favoráveis ao volume e à criação, o Rubro-Negro não converteu o suficiente e acabou punido pela eficiência do Lanús nos momentos decisivos da prorrogação.
Estatísticas complementares (conforme ficha técnica)
- Finalizações no gol (total): 5 x 1
- Escanteios: 6 x 3
- Faltas: 14 x 5
- Cartões amarelos: 4 x 1
- Passes certos (total conforme registro): 163 x 356
Observando os números por tempo, nota-se que o Flamengo manteve controle territorial e de passes nas parciais, mas o placar final evidencia que a eficiência e a concentração nos minutos finais da prorrogação fizeram a diferença para o Lanús.
Escalações e comando técnico
FLAMENGO (técnico: Filipe Luís): Rossi; Varela (Bruno Henrique), Danilo (Léo Ortiz), Léo Pereira e Ayrton Lucas; Pulgar, Evertton Araújo (Jorginho), Carrascal (Pedro) e Arrascaeta; Lino (Cebolinha) e Plata (Lucas Paquetá).
LANÚS (técnico: Mauricio Pellegrino): Losada; Guidara (Perez), Izquierdoz, Canale e Marcich; Medina, Cardozo (Biafore), Salvio (Sepulveda) e Marcelino Moreno (Aquino); Carrera (Besozzi) e Castillo (Bou).
Análise final — dominação não foi sinônimo de título
Os dados mostram um Flamengo que teve controle amplo do duelo — mais posse, mais finalizações e maior participação no campo adversário — mas o futebol também é definido por momentos decisivos. O Rubro-Negro conseguiu reagir no tempo normal e forçar a prorrogação, mas cedeu o desfecho nos últimos minutos extras, quando o Lanús demonstrou maior eficiência. Para o Mengão, a leitura é clara: manter o volume ofensivo e a posse é necessário, mas a equipe precisa transformar essa superioridade em maior aproveitamento nas oportunidades e evitar lapsos defensivos em momentos cruciais.
Fonte: MundoBola Fla — https://fla.mundobola.com/flamengo-2x3-lanus-ficha-tecnica-e-estatisticas-recopa-sul-americana-2026/
