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Flamengo: suspensão de torcidas por 10 jogos

Por Marcos Ribeiro

MP recomenda suspensão por 10 jogos das torcidas Jovem Fla e Força Jovem do Vasco em estádios do RJ; entenda impacto para o Flamengo e segurança no Maracanã.

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Ilustração editorial de estádio vazio com grades, policiais e faixas rasgadas simbolizando suspensão de torcidas e segurança.

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MP recomenda suspensão de torcidas por 10 jogos

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro recomendou a suspensão das torcidas organizadas Jovem Fla e Força Jovem do Vasco por 10 jogos. A medida vale para todos os estádios do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo declarado é garantir a segurança nos estádios e assegurar o cumprimento de acordos anteriores firmados com o MP.

A decisão está ligada a uma briga generalizada ocorrida em 3 de maio, nos arredores do Maracanã, após um clássico entre Flamengo e Vasco. No confronto, um torcedor jovem foi atingido por uma bala de borracha e ficou cego. Esse episódio é usado pelo MP como justificativa central para a recomendação.

Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e fundamentação

O MP alega que ambas as torcidas descumpriram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o órgão e os grupos organizados. No trecho citado pelo Ministério Público, o TAC prevê medidas no caso de envolvimento em atos de violência. O documento mencionado na transcrição traz a passagem:

"Na hipótese de a torcida organizada se envolver em quaisquer atos de violência, como brigas, tumultos ou atos que, de qualquer maneira, coloquem em risco a ordem pública..."

Essa cláusula é usada como base jurídica para a recomendação. O MP entende que a ocorrência de 3 de maio enquadra-se nessa hipótese prevista no TAC.

O que muda para as torcidas

Suspensão e proibições imediatas

  • Suspensão por 10 jogos aplicável em todos os estádios do Estado do Rio de Janeiro.
  • Perda do direito de usar faixas, bandeiras, instrumentos musicais ou indumentárias que identifiquem os grupos em qualquer estádio do Estado.

Obrigações e prazos

  • As torcidas devem apresentar listas atualizadas com os nomes dos integrantes em um prazo de cinco dias.

Essas medidas visam retirar símbolos de identificação das torcidas organizadas nas partidas e facilitar a fiscalização. O MP também explicitou que atos de violência e o descumprimento de acordos anteriores podem levar a medidas educativas.

Contexto: o episódio de 3 de maio

A briga generalizada aconteceu após o clássico entre Flamengo e Vasco em 3 de maio, nos arredores do Maracanã. A violência do episódio teve consequência grave: um torcedor jovem foi atingido por uma bala de borracha e perdeu a visão. Esse fato singular é destacado no relatório do MP como elemento decisivo para a adoção da medida de suspensão.

Impacto para o Flamengo

A recomendação do MP afeta diretamente o ambiente de jogos em que o Flamengo é parte central. As medidas são aplicáveis em todos os estádios do Estado do Rio de Janeiro, o que inclui partidas do Mengão realizadas no território estadual. Consequentemente, a presença identificada das duas torcidas organizadas ficará restrita, sem faixas, bandeiras, instrumentos musicais ou roupas que os individualizem.

Na prática, isso altera o cenário de identificação visual e sonora das organizadas nas partidas que envolvem o Flamengo. A exigência de apresentação de listas em cinco dias cria um controle adicional sobre a composição dos grupos. A decisão do MP visa, segundo ele próprio, reduzir o risco de novos episódios de violência como o registrado em 3 de maio.

Perspectivas e cenários futuros

O Ministério Público deixou claro que o descumprimento de acordos e a ocorrência de novos atos de violência podem acarretar medidas educativas. Assim, dois cenários são possíveis com base nas ações previstas:

  • Cumprimento do TAC e das determinações do MP: as torcidas ajustam condutas, apresentam as listas solicitadas e respeitam as proibições. Nesse cenário, a medida cautelar de suspensão por 10 jogos é aplicada, mas pode haver diminuição de intervenções futuras se não ocorrerem novos incidentes.

  • Descumprimento e novos episódios de violência: se houver reincidência, o MP já sinalizou a possibilidade de medidas educativas adicionais, com penalidades mais amplas previstas no TAC e em eventuais procedimentos administrativos.

Ambos os desdobramentos têm impacto direto no ambiente de jogos envolvendo Flamengo e Vasco, especialmente em partidas realizadas no Estado do Rio de Janeiro.

Conclusão editorial

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro adotou uma medida objetiva e de curto prazo: suspensão por 10 jogos das torcidas Jovem Fla e Força Jovem do Vasco em todos os estádios estaduais. A ação parte de um episódio concreto — a briga de 3 de maio, que deixou um torcedor jovem desfigurado pela perda de visão após ser atingido por uma bala de borracha — e do descumprimento de um TAC previamente acordado.

As restrições impostas — proibição de faixas, bandeiras, instrumentos e indumentária identificadora, além da exigência de apresentação de listas em cinco dias — visam reduzir a identificação e a coordenação das organizadas durante eventos. O MP também deixou claro que novas violações podem acarretar medidas educativas adicionais.

Para o Flamengo, as mudanças significam um ambiente de jogo modificado nas partidas do Estado do Rio de Janeiro. A eficácia da medida dependerá do cumprimento do TAC pelas torcidas e da atuação dos órgãos de fiscalização em dias de jogo.

Fonte: NETFLA — https://netfla.com.br/noticias/mp-recomenda-suspender-jovem-fla-e-forca-jovem-do-vasco-por-10-jogos

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Fonte:NETFLA

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