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Análise3 min de leitura

Flamengo: Léo Jardim e impacto no Campeonato Brasileiro

Por Thiago Andrade

Léo Jardim assume o Flamengo: saiba como mudanças táticas e a estreia contra o Fluminense podem impactar o Campeonato Brasileiro.

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Ilustração editorial: técnico em silhueta redesenha táticas do Flamengo no gramado, estádio lotado e clima de decisão

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Léo Jardim assume e já redesenha o elenco do Flamengo

Passado o choque da demissão de Filipe Luís, Léo Jardim é o novo técnico do Flamengo e a projeção de mudanças táticas e de utilização de atletas começou imediatamente. O analista Raphael Rabello, do canal Falando de Tática, baseou-se no trabalho do treinador no Cruzeiro para antecipar como devem ser as dinâmicas do novo comando rubro-negro. A estreia de Léo Jardim será contra o Fluminense, na final do Campeonato Carioca, no domingo (8), no Maracanã.

Modelo tático previsto e implicações para o elenco

Estrutura e estilo

Segundo o analista, a plataforma observada no Cruzeiro foi descrita como um 4-2-31, com laterais muito avançados e ofensivos, jogadores de profundidade e cruzamentos para trás como mecanismos frequentes de ataque. O treinador privilegia um tripé no meio de campo, movimentações em que pontas de pé aberto e meios com dinâmica de recomposição ganham importância. Também é ressaltada a aceleração e verticalidade do jogo sob a batuta de Léo Jardim.

Repercussões para laterais e defesa

A mudança de perfil traz um beneficiário claro: jogadores com capacidade de profundidade e recomposição poderão ser priorizados. Raphael Rabello cita Emerson Royal e Ayrton Lucas como possíveis prioridades na lateral. A recomposição rápida exigida das faixas laterais indica que atletas com maior poder físico e velocidade ganham vantagem. Nesse contexto, Varela é apontado como capaz de suprir a recomposição necessária.

Quanto à defesa, há indicação de que Danilo pode ser priorizado em função de seu físico, em detrimento da capacidade de passe de Léo Ortiz. O analista aponta que o treinador prefere que seus zagueiros conduzam o jogo, mas privilegia a força física para certas funções defensivas.

Meio-campo e ofensiva: quem ganha espaço

No meio, a tendência é pela formação de um tripé que valorize recomposição e dinâmica. Jorginho aparece como peça fixa, enquanto Pulgar pode perder espaço por disputar a mesma posição. Evertton Araújo é apontado como terceira opção para a função de primeiro volante.

Saúl, quando recuperado da lesão, deve receber oportunidades por potencializar o sistema. Samuel Lino também tende a ganhar atenção pela capacidade de recomposição. Carrascal pode assumir um papel semelhante ao que Cristian desempenhava no Cruzeiro — ceder a ponta para formar o tripé de meio-campo e compor as dinâmicas de ligação.

Projeção de escalação titular

Raphael Rabello projeta a seguinte escalação inicial com Léo Jardim:

Rossi; Ayrton Lucas, Léo Pereira, Danilo, Emerson Royal; Jorginho, De La Cruz, Arrascaeta, Carrascal; Pedro.

Essa leitura indica priorização de laterais ofensivos, um meio com variabilidade e recomposição e centroavante fixo na referência ofensiva.

Conclusão analítica

A avaliação tática trazida por Raphael Rabello sugere que Léo Jardim deve alterar a prioridade de alguns setores do elenco: laterais de profundidade e volantes com capacidade de recomposição e força física tendem a ser valorizados. Jogadores como Pulgar e Léo Ortiz correm risco de perder protagonismo, enquanto Saúl, Samuel Lino, Carrascal, Emerson Royal e Ayrton Lucas podem ganhar mais espaço. A primeira prova prática desse redesenho ocorrerá já na final do Campeonato Carioca, no Maracanã.

Fonte: MundoBola Fla — https://fla.mundobola.com/danilo-ortiz-lino-e-mais-quem-perde-e-quem-ganha-espaco-com-leo-jardim-no-flamengo/

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