Gabriel Simões afirma que "a torcida do Flamengo acabou" após derrota para o Lanús
O comentário mais incisivo de Gabriel Simões após a derrota do Flamengo para o Lanús, na Recopa, foi direto: "a torcida do Flamengo acabou". Durante sua transmissão no YouTube, o jornalista classificou a atuação da arquibancada rubro-negra como "ridícula" e responsabilizou a diretoria e as torcidas organizadas pela deterioração do ambiente no Maracanã. Simões afirmou que a combinação entre diretoria e organizadas "está destruindo, ou já destruiu, a arquibancada" e disse não saber se há volta ao modelo de apoio que existia no antigo Maracanã.
Trecho central das críticas
Simões foi enfático ao analisar a sequência de comportamento nos jogos: "Cada grupo parece torcer para si, e não para o Flamengo." Ele acrescentou que as torcidas organizadas se unem pontualmente para determinadas partidas, mas regressam a posturas fragmentadas em jogos seguintes. Como exemplo do que entende por lampejo de apoio, citou o chamado "Jogo do Inferno", em 2022, mas avaliou que hoje há apenas momentos isolados de apoio.
Análise: causas apontadas e consequências para a arquibancada
Gabriel Simões atribui parte da mudança de perfil da torcida à reforma que modernizou o Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. Segundo o comentarista, essa transformação do estádio alterou a natureza da presença popular e do comportamento nas arquibancadas, reduzindo a consistência do apoio. A crítica à falta de união entre as organizadas indica um problema estrutural na mobilização do público: a alternância entre trégua e atrapalho de jogo a jogo, na visão de Simões, gera imprevisibilidade e perda de identidade coletiva.
Na ótica do jornalista, essa fragmentação tem efeitos práticos sobre o ânimo de torcedores tradicionais: ele relata que tem ido ao estádio cada vez menos, pois se estressa mais do que deveria ao ver comportamentos de grupos e organizadas que "não sabem se comportar". Para Simões, a consequência é uma arquibancada com atuação fraca que, na derrota contra o Lanús, não seria capaz de "ajudar o time a ser campeão".
Impacto no curto prazo
Além da derrota na Recopa, o texto lembra que o Flamengo tem sequência de confrontos pelo estadual: o próximo jogo será o jogo de volta da semifinal do Carioca contra o Madureira, segunda-feira (2), às 21h, depois da vitória por 3 a 0 no primeiro confronto. Simões prevê que arquibancadas do tipo observadas contra o Lanús podem se repetir ao longo do ano.
Conclusão
A análise de Gabriel Simões combina avaliação histórica (mudança após a modernização do Maracanã) com crítica comportamental (ato das organizadas e falta de união). Ele vê uma perda de identidade e de efetividade da torcida do Flamengo, com reflexos na presença e no apoio aos jogos. O comentário abre espaço para debate sobre como diretoria, organizadas e torcedores podem (ou não) recompor uma arquibancada mais coesa no futuro.
Fonte: MundoBola Fla — https://fla.mundobola.com/gabriel-simoes-critica-torcidas-organizadas-e-desabafa-sobre-arquibancada-nao-torcem-para-o-flamengo/
