Flamengo enfrenta Osasco pressionado pelo vice continental
O Sesc RJ Flamengo terá pela frente o Osasco São Cristóvão Saúde na semifinal da Copa Brasil, marcada para sexta-feira (27), em Londrina. A equipe paulista desembarca pressionada após perder a final do Sul-Americano de Clubes para o Sesi Bauru por 3 sets a 0, com parciais de 25x23, 25x20 e 25x20. O clássico definirá quem avança para a grande final do torneio nacional.
Cenário do Osasco após o Sul-Americano
A derrota por parciais expôs dificuldades do time comandado por Luizomar de Moura, que atuou em Lima sem a oposta Tifanny, vetada por restrições da FIVB. A ausência da ponta/oposta deixou um vácuo na produção ofensiva da equipe paulista e motivou cobranças internas por mudança de postura — especialmente vindas da capitã e líbero Camila Brait. Em entrevista após o revés, Brait reconheceu os méritos do rival Sesi Bauru e afirmou: "Infelizmente, não foi o resultado que gostaríamos e que trabalhamos para conquistar. Mas é preciso reconhecer os méritos do Sesi Bauru, que fez uma grande partida. Agora é virar a chave. Na sexta-feira já temos outra decisão e promete ser outra pedreira na semifinal da Copa Brasil".
Vantagens táticas do regulamento da Copa Brasil
Ao contrário da competição continental, a Copa Brasil permite a utilização de todo o elenco. Para o duelo contra o Rubro-Negro, a expectativa é de que o Osasco conte com força máxima, o que neutraliza parcialmente a leitura baseada apenas no jogo de Lima. Esse fator eleva a importância do duelo como uma partida de alto risco e imprevisibilidade — especialmente porque o resultado no Sul-Americano pode ter impacto psicológico, mas não define o elenco disponível.
Situação do Sesc Flamengo e histórico do clássico
O Sesc Flamengo vive momento mais tranquilo na preparação: as atletas tiveram dias de folga durante o Carnaval e retomaram os treinos no dia 17 de fevereiro. Internamente, o descanso pode favorecer o agrupamento físico e tático para uma semifinal que promete ser disputada.
O duelo entre Sesc RJ Flamengo e Osasco tem história longa e recheada de decisões. O projeto que hoje envolve Flamengo, RJ Vôlei Clube e Sesc começou formalmente em 2020, mas a trajetória com o técnico Bernardinho data de 1997, quando o clube atuava como Paraná Vôlei Clube. O Rubro-Negro é o maior campeão da Superliga Feminina, com 12 títulos, e tem vantagem histórica sobre o Osasco: foram 11 finais entre as equipes, com oito vitórias do Flamengo (05/06, 06/07, 07/08, 08/09, 10/11, 12/13, 14/15 e 16/17) e três do time paulista (04/05, 09/10 e 11/12). Esse retrospecto transforma o confronto em um dos clássicos mais relevantes do voleibol feminino.
Indicadores individuais
O Sesc Flamengo também vem figurando bem nos rankings individuais da Superliga, com Simone Lee destacada no topo desses índices, o que traduz capacidade ofensiva e contribuição de jogadoras-chave para o equilíbrio da equipe.
Fonte: MundoBola Fla — https://fla.mundobola.com/proximo-rival-do-sesc-flamengo-osasco-foca-na-copa-brasil-apos-derrota-em-final-continental/
