Flamengo aponta erro de arbitragem após empate por 2 a 2
O Flamengo criticou a arbitragem de Anderson Daronco e Rodolpho Toski Marques após o empate por 2 a 2 com o Santos, na Vila Belmiro. O clube afirma que decisões da dupla de arbitragem e do VAR influenciaram diretamente o resultado. As reclamações centram-se na não expulsão de Barreal por uma falta em Carrascal e na marcação de dois pênaltis para o Santos, sendo que o segundo pênalti é questionado pelo clube como originado de uma falta inexistente.
O Flamengo havia aberto 2 a 0, mas não sustentou a vantagem. O clube relaciona a virada do placar com intervenções arbitrais que, na avaliação da equipe, mudaram o equilíbrio do jogo.
Lances que motivaram a contestação
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Não expulsão de Barreal: o Flamengo sustenta que a entrada em Carrascal foi violenta e deveria ter resultado em expulsão. O clube considera o lance grave e reclama de falta de critério.
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Dois pênaltis para o Santos: o Rubro-Negro questiona os dois pênaltis marcados a favor do adversário. O segundo pênalti, segundo o clube, teve origem em falta inexistente.
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Atuação do VAR: a partida teve uma paralisação de quase dez minutos para revisão de um lance. Nesse período, o VAR revisou um lance que resultou em pênalti e na expulsão de Jorginho. O Flamengo criticou a revisão e a forma como o VAR se conectou às decisões em campo.
Declarações do técnico Leonardo Jardim
O técnico Leonardo Jardim classificou os lances contestados como erros de critério e cobrou postura mais firme da arbitragem. Ele afirmou: "A atuação de Anderson Daronco... foi marcada por erros graves, falta de critério e completa ausência de autoridade."
Sobre o lance de Barreal, Jardim foi enfático: "Em qualquer campeonato do mundo resultaria em expulsão."
Jardim também relacionou a revisão do VAR ao impacto das decisões no clube: "Uma arbitragem cercada de incertezas não pode impor consequências tão severas a um clube."
Contexto no Campeonato Brasileiro
A reclamação do Flamengo acontece em um contexto de disputa por título no Campeonato Brasileiro. Decisões disciplinares e intervenções do VAR têm impacto direto na classificação, segundo a leitura do clube. O Flamengo é o segundo time com mais cartões vermelhos no campeonato. São sete expulsões em 29 jogos.
O dado das expulsões ganha peso quando comparado ao levantamento de faltas cometidas: o clube ocupa a 17ª posição no ranking de faltas cometidas. Ou seja, apesar de não estar entre os times que mais cometem faltas, o Flamengo já recebeu sete expulsões no torneio.
Análise do impacto para o Flamengo
A visão do clube é que as decisões arbitrárias e as interpretações do VAR aumentam o risco de consequências esportivas e disciplinares. Pontos perdidos em jogos em que o Rubro-Negro abriu vantagem afetam diretamente a briga pelo título.
As expulsões acumuladas também elevam a preocupação com suspensões futuras. Sete expulsões em 29 partidas representam um número relevante em um campeonato em que cada ausência por suspensão pode alterar escalações e estratégias.
A sensação interna é de que o critério aplicado pela arbitragem e pelo VAR tem sido decisivo em partidas-chave. A não expulsão de um adversário em lance considerado violento e a marcação contestada de pênaltis são apontadas como exemplos de decisões que mudaram o resultado do confronto na Vila Belmiro.
Perspectivas e possíveis desdobramentos
O clube já formalizou críticas públicas à arbitragem após a partida. Possíveis desdobramentos que o Flamengo pode buscar, com base na avaliação dos fatos, incluem pedidos de revisão de lances em instâncias competentes e maior pressão por esclarecimentos sobre critérios de aplicação do VAR.
No aspecto esportivo imediato, a consequência prática são os pontos deixados em campo e a necessidade de adaptar a equipe para jogos futuros, com atenção a punições disciplinares que podem reduzir opções do técnico em partidas seguintes.
A questão também tende a ampliar o debate sobre critérios de expulsão e pênaltis no Campeonato Brasileiro, caso o Flamengo e outros clubes repitam reclamações similares em jogos futuros.
Conclusão editorial
O empate por 2 a 2 com o Santos expôs uma tensão crescente entre o Flamengo e as decisões de arbitragem. O clube sustenta que uma entrada violenta não foi punida com expulsão e que um dos pênaltis marcados a favor do adversário resultou de uma falta inexistente. O processo de revisão do VAR, com paralisação próxima de dez minutos, e a expulsão de Jorginho demonstram como lances revisados têm impacto direto no jogo.
Os números reforçam a preocupação do Rubro-Negro: sete expulsões em 29 jogos e a posição 17ª no ranking de faltas cometidas indicam que o clube sofre mais punições do que sua taxa de faltas justificaria, segundo sua leitura. Para o Flamengo, erros de critério e falta de autoridade na arbitragem estão produzindo consequências severas na corrida pelo título.
A continuidade desse cenário pode levar a novas reclamações públicas, pedidos de esclarecimento e a uma atenção maior do clube às interpretações do VAR nas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro. Enquanto isso, o Rubro-Negro terá de administrar os pontos perdidos e as implicações disciplinares nas próximas partidas.
Fonte: NETFLA — https://netfla.com.br/noticias/flamengo-critica-arbitragem-de-daronco-e-toski-marques-no-empate-com-o-santos
