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Entrevista5 min de leitura

Flamengo: Bap revela coach que pediu saída

Por Thiago Andrade

Bap conta que um coach internacional pediu que saísse do Flamengo; ele ampliou o engajamento e virou presidente em 2022.

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Executivo do Flamengo observa treinador sair do estádio à noite, torcida desfocada e clima tenso, simbolizando mudança de poder.

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Bap diz que coach internacional pediu que ele deixasse o Flamengo — ele aumentou o envolvimento e virou presidente

Luiz Eduardo Baptista, o Bap, atual presidente do Flamengo, relatou que um coach internacional sugeriu que ele abandonasse o clube. Ao invés de se afastar, Bap aprofundou o engajamento político no Flamengo. O episódio foi narrado como decisivo para a trajetória que o levou à presidência em 2022.

O relato foi direto. O coach perguntou a Bap "o que o Flamengo fazia comigo". A resposta do dirigente foi franca: "Eu sinto ódio, sinto indignação, eu fico revoltado." Segundo Bap, a orientação inicial foi clara: "Vamos eliminar o Flamengo da sua vida."

Em sequência, o mesmo coach mudou o rumo da conversa e apontou para uma alternativa prática: participação ativa no clube. Na fala transcrita, o coach teria sugerido: "então, vamos abraçar. Como faz para participar? Ser sócio?". Essa passagem, conforme Bap, acabou por reforçar sua permanência e transformar um vínculo emocional em ação política.

Contexto e trajetória política de Bap no Flamengo

Bap descreveu que seu envolvimento com a política do Flamengo começou em 2009. Ele citou a formação da Chapa Azul naquele ano e destacou que o grupo ganhou destaque em 2012. Segundo o relato, a Chapa Azul representou um projeto continuado, com membros que mantiveram presença no poder do clube ao longo do tempo.

O movimento culminou com a eleição de Bap para a presidência do Flamengo em 2022. Em suas próprias palavras, a ligação com o clube não ficou restrita ao campo emocional; transformou-se em atuação política que se consolidou ao longo dos anos.

Linha do tempo mencionada por Bap

  • 2009: início do envolvimento de Bap na política do Flamengo; formação da Chapa Azul.
  • 2012: Chapa Azul ganha destaque, segundo o relato.
  • 2022: Luiz Eduardo Baptista assume a presidência do Flamengo.

Dados, citações e tonalidade emocional

A narrativa de Bap enfatiza emoções fortes. Ele descreveu sentimentos repetidos: ódio, indignação e revolta. Essas palavras aparecem como elementos centrais para explicar reações e decisões. O episódio com o coach internacional serve como catalisador na narrativa: primeiro uma sugestão de afastamento — "Vamos eliminar o Flamengo da sua vida" — depois uma conversão para a ideia de participação — "então, vamos abraçar. Como faz para participar? Ser sócio?".

O relato liga emoções pessoais a escolhas institucionais. Essa ligação é apresentada por Bap como explicação para sua trajetória dentro da política do clube.

Impacto para o Flamengo segundo o próprio presidente

Pelo relato, o impacto imediato foi o oposto do que o coach recomendou. A sugestão de “eliminar” o clube da vida do dirigente acabou reforçando sua ação institucional. A transformação se deu do sentimento para a militância: emoções intensas se converteram em engajamento efetivo dentro da estrutura do Flamengo.

Bap destaca que o projeto político iniciado com a Chapa Azul teve continuidade. Membros desse grupo continuaram com presença no poder do clube, segundo ele. Assim, a narrativa atribui à ligação pessoal do dirigente um papel concreto na manutenção e no fluxo do poder dentro do Flamengo.

Perspectivas e possíveis desdobramentos apontados na entrevista

A própria narrativa de Bap aponta para continuidade. O relato sublinha que a Chapa Azul se manteve como um projeto sustentado ao longo do tempo, com interlocutores e integrantes que permaneceram ativos nas decisões do clube. Isso sugere, dentro da própria fala de Bap, uma tendência de manutenção de laços políticos entre os atores que integram esse grupo.

Além disso, a passagem com o coach indica um ponto de inflexão pessoal. A transformação de uma recomendação de afastamento em um convite à participação revela como decisões de natureza pessoal podem afetar o quadro político do clube.

Não há na transcrição menção a decisões administrativas específicas, mudanças de gestão ou medidas de governo adotadas por Bap após a eleição. O foco do relato está na gênese do engajamento e na explicação emocional e política para sua permanência e ascensão.

Conclusão editorial

O depoimento de Luiz Eduardo Baptista apresenta uma narrativa de causa e efeito entre emoção pessoal e trajetória política. Um conselho externo para “eliminar o Flamengo” não foi aceito. Pelo contrário: funcionou como gatilho para institucionalizar o envolvimento. O percurso descrito — do início em 2009, passando pelo destaque em 2012 com a Chapa Azul, até a presidência em 2022 — é apresentado por Bap como coerente e sustentado.

A ênfase em sentimentos como ódio, indignação e revolta explica, na versão do presidente, as reações intensas que marcam seu discurso. Essa mistura de emoção e política também é apresentada como fator de continuidade do projeto político que o levaria ao comando do clube. O relato não traz, contudo, detalhes sobre efeitos administrativos concretos durante sua gestão; o foco permanece na origem do engajamento e na descrição pessoal do processo.

Fonte: NETFLA — https://netfla.com.br/noticias/bap-revela-coach-internacional-que-pediu-para-ele-deixar-o-flamengo

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Fonte:NETFLA

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