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Almada: Flamengo não entra em leilões

Por Marcos Ribeiro

José Boto confirma: Flamengo não vai entrar em leilões por Thiago Almada após negociações na Argentina.

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Ilustração editorial: diretor de futebol chegando ao aeroporto, reunião de negociação sem leilões, contrato rasgado e estádio ao fundo, tom decisivo.

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Flamengo não vai disputar leilões por Almada, diz José Boto

O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, afirmou que o clube não participará de leilões na negociação pelo meia Thiago Almada. A declaração foi dada após reuniões na Argentina e após o retorno de Boto ao Rio de Janeiro, desembarcando no Aeroporto do Galeão na manhã de terça-feira.

Boto deixou claro o posicionamento financeiro do clube. "Fui lá deixar claro para eles que nós não entraríamos em leilões." O dirigente reforçou a ideia com outra declaração direta: "Pode vir o Almada, pode vir outro, pode não vir ninguém, mas o Flamengo não vai quebrar."

Contexto e pano de fundo da negociação

Almada pertence ao Atlético de Madrid e está na mira de clubes sul-americanos. O River Plate também aparece como concorrente na disputa. Segundo o próprio Flamengo, o jogador tem preferência por retornar ao futebol argentino, caso não surja uma proposta da Europa.

Enquanto as conversas seguem, Almada está de férias em Ibiza. Boto explicou que a viagem à Argentina não teve a finalidade de convencer o atleta. "Não fui à Argentina para convencer o Almada, porque seria estúpido da parte dele se eu tivesse que ir lá convencê-lo." O tom reconhece a sensibilidade da negociação e a força da preferência do atleta.

Dados e números que moldam a negociação

  • Proposta oficial do River Plate: 20 milhões de euros ao Atlético de Madrid. Essa oferta foi feita antes do Flamengo entrar no processo.
  • Referência financeira citada por Boto: apenas quatro clubes brasileiros realizaram transferências acima de 20 milhões de euros nos últimos anos. O número foi invocado para justificar limites de investimento do Flamengo.

Esses dados foram usados por Boto para sustentar a postura do clube no mercado e para explicar por que o Flamengo evita entrar em disputas por elevação de valores.

Cronologia sucinta

  • José Boto realizou reuniões na Argentina.
  • Retornou ao Rio e desembarcou no Aeroporto do Galeão na manhã de terça-feira.
  • O River Plate já havia apresentado proposta de 20 milhões de euros ao Atlético de Madrid antes da entrada do Flamengo.
  • Almada está de férias em Ibiza enquanto as conversas prosseguem.

Análise de impacto para o Flamengo

A postura pública do diretor sinaliza duas prioridades claras: disciplina financeira e gerenciamento de expectativas. Ao afirmar que não haverá leilões, o clube delimita um teto implícito para sua atuação no mercado. A menção de que apenas quatro clubes brasileiros fizeram vendas acima de 20 milhões de euros reforça o argumento de restrição de investimentos em contratações de alto valor.

Consequências práticas para o Rubro-Negro:

  • Redução do risco de inflacionar propostas em disputas diretas.
  • Abertura para aceitar a possibilidade de não contratar o alvo desejado: "pode não vir ninguém" foi admitido por Boto.
  • Manutenção da saúde financeira como prioridade, mesmo em negociações com concorrência direta do River Plate.

Esses pontos podem afetar o poder de negociação do clube em disputas com concorrentes dispostos a oferecer valores próximos ou superiores a 20 milhões de euros.

Perspectivas e cenários futuros

A transcrição aponta três cenários possíveis, todos mencionados pelo próprio contexto das conversas:

  1. Almada recebe proposta da Europa e opta por permanecer no Velho Continente; esse cenário dependerá de ofertas não detalhadas na transcrição.
  2. Almada volta ao futebol argentino, atendendo à sua preferência, com o River Plate como concorrente direto e ofertante de 20 milhões de euros já registrada.
  3. Almada acaba transferido para outra equipe que se alinhe ao teto financeiro definido pelo Flamengo — ou o Rubro-Negro decide não avançar.

O clube trabalha "com otimismo, mas sem expectativa de que a decisão se estenda indefinidamente", segundo a transcrição. Isso indica que o Flamengo mantém diálogo aberto, mas com prazo e limites definidos internamente.

Conclusão editorial

O posicionamento de José Boto traduz uma linha de prudência financeira do Flamengo em uma negociação sensível. A oferta de 20 milhões de euros do River Plate e a preferência declarada do jogador por voltar ao futebol argentino elevam a complexidade do caso. O Rubro-Negro optou por não se engajar em leilões, aceitando o risco de sair sem o reforço. Essa estratégia preserva a saúde financeira do clube e sinaliza coerência entre discurso e prática, mas reduz a margem de manobra diante de concorrentes com capacidade de oferecer valores elevados.

A definição do caso dependerá da movimentação do River Plate, de eventuais propostas europeias e da disposição do Flamengo em permanecer dentro dos limites financeiros citados por Boto. Até lá, a postura oficial é clara: negociação controlada e prioridade à sustentabilidade do clube.

Fonte: NETFLA — https://netfla.com.br/noticias/flamengo-nao-entra-em-leiloes-por-almada-diz-jose-boto-apos-argentina

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Fonte:NETFLA

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